quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Parceiro

Se em casa e com as médicas tínhamos uma parceria, o mesmo aconteceu no trabalho. É muito bom ter um chefe sensível, que entenda a importância dos filhos e como a função “mãe” muda a vida da gente e demanda total dedicação. O Ricardo Englert foi também uma pessoa muito importante para que conseguíssemos recuperar o peso da Fernanda. Coisas que a gente nunca esquece.

Voltando ao trabalho

Em poucas semanas, estávamos adaptados ao novo estilo de alimentação. Com as seringas a cada 3 horas, a Fernanda começou a ganhar peso, mas sempre numa linha de alta observação. Voltei a trabalhar com o coração na mão. Se deixar o bebê em casa já é um trauma para qualquer mãe, aquele período de intensas preocupações tinha um peso ainda maior para mim. Mas confesso que a volta ao trabalho, por um lado, acabou sendo positivo. Sair um pouco de casa depois de 3 meses de inverno e seringas me garantiu um pouco mais de energia. A cada ligação das avós me dando notícias de que a Fernanda havia tomado 90 ML, ou 100ML, eu respirava aliviada. As pessoas perguntavam como estava a Fernanda, era complicado explicar em detalhes o que acontecia, até porque costumavam minimizar o problema: “há crianças que realmente são chatas para comer”, “isso é fase, logo passa”, ou “essa preocupação é coisa de mãe de primeira viagem”. De fato, as pessoas não tinham a dimensão do problema. Hoje eu vejo que isso não era nada definitivo, mas a fase foi difícil.