segunda-feira, 30 de maio de 2011
Disfagia
O videodegluteograma mostra como o alimento passa pelo esôfago do bebê e os movimentos musculares que ele faz para permitir ou barrar a passagem. Para isso, é preciso ingerir um pouco de líquido com contraste. O exame comprovou que a Fernanda tinha uma leve “atrapalhação” para engolir, mas nada grave. Mas na avaliação da Patrícia, seria necessária uma espécie de terapia da comida, que significava ensinar o bebê a comer para evitar problemas maiores no futuro. Foi aí que ouvi pela primeira vez a palavra disfagia.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ganhamos uma fonoaudióloga
Ligamos para a Patrícia Diniz quando a Fernanda estava com quase 4 meses. No início eu não entendia bem como uma fono poderia ajudar na questão da alimentação. Mas desde o primeiro dia que a encontramos, senti que algo poderia começar a mudar, simplesmente porque ela nos disse que isso era algo comum, com o que ela estava muito acostumada a trabalhar. Primeiro, ela observou a Fernanda mamando no peito e viu que realmente eu tinha muito pouco leite. Depois, ela viu a tentativa frustrada da mamadeira e, por fim, disse que certamente ela sofria de uma “desorganização sensorial”. Porém, para confirmar esse diagnóstico, teríamos de fazer um videodegluteograma, um exame radiológico para avaliar a forma como o bebê engole o alimento.
Label
Nessa época, alternávamos as consultas entre a pediatra, a gastropediatra e a nutricionista. A tentativa era fazer com que o tratamento com o Label surtisse efeito e a Fernanda passasse a aceitar a mamadeira. Era difícil ela aceitar o Label, um remédio de gosto forte, que voltava quase toda a dose. Não adiantou. Depois de um mês de tratamento, ela não comia quase nada. Eu seguia desesperada. Nessa época, achei na internet uma matéria da repórter Shirley Paravise sobre refluxo. Liguei pra ela na RBS TV e conversamos um pouco. Achei que o caso da Fernanda não era refluxo, comparando ao dela. Em mais uma ida à Dra. Cris Targa, ela perguntou se eu já havia procurado a fonoaudióloga que ela indicara. Confesso que achava que essa seria uma alternativa muito frustrante, pois o que uma fono poderia fazer para um bebê comer. Mas, àquelas alturas, eu topava tudo.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Trabalho em equipe de especialistas
Depois de procurar a gastro, segui a segunda orientação da Dra. Lúcia e fomos até a Cristina Dornelles, que passamos a chamar de “Cris Nutri”. Eu não sabia bem como uma nutricionista poderia ajudar um bebê a comer, mas realmente há uma série de produtos que, misturados ao pouco que os bebês como a Fernanda comiam, ajudam no reforço alimentar. A Cris era a mais tranqüila de todos, porque achava que a situação não era tão crítica e que não seria necessário, naquele momento turbinar o mingau, porque esses produtos também podem causar, com o tempo, bebês obesos. Ela passou a acompanhar a Fernanda também. A cada 15 dias, íamos para a balança da Cris Nutri e para o computador avaliar a curva do crescimento. Estávamos numa posição bastante complicada, mas a Cris nos tranqüilizava porque ela estava, a cada consulta, ganhando um pouco de peso. Mas eu seguia apavorada.
Anorexia em bebês?
Não é fácil dar mingau de colher para um bebê com pouco mais de 3 meses, ainda mais quando ele se recusa a comer. A seqüência de tentativas nessa fase foi algo realmente desestimulante. Tentávamos de colher, com bico de mamadeira na ponta da seringa, com os dedos, uma fase muito complicada. Quando chegamos na gastropediatra, Cristina Targa, ela também considerou a hipótese do refluxo e logo nos receitou Label, um remédio de muito difícil aceitação. Mas o que mais me assustou foi quando ela falou em “anorexia infantil”, algo raro e de difícil diagnóstico e tratamento. O que contava a nosso favor era o fato de a Fernanda ser interessada pelo peito nos primeiros anos de vida, portanto, anorexia também não era algo evidente. Seguimos tentando o mingau e o Label por mais de um mês na tentativa de que a “cura” do refluxo faria ela aceitar a mamadeira. Mas não adiantou. Ela não tomava.
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