quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quem tem avós, tem tudo

O trabalho em equipe não foi só dos médicos, mas especialmente do pessoal em casa. As avós Neiva e Maria Alzira, além da nossa assessora “Tia Su” foram fundamentais nesse processo, porque precisamos estabelecer escalas de horários. As duas ficaram 100% disponíveis para essa tarefa, vindo em casa diariamente para ajudar com as seringas. Tenho certeza de que não teríamos conseguido passar por essa etapa sem elas, até porque já estava chegando a hora de eu voltar a trabalhar. E só me perguntava: quando isso vai passar?

Mingau de seringa

Mingau de seringa
A Patrícia introduziu uma nova forma de alimentar a Fernanda. Embora nós já havíamos tentando dar leite de seringa sem sucesso, ela trouxe uma novidade: uma sonda colocada na ponta, com o caninho cortado bem curto. A orientação era fazer um mingau com a receita da pediatra, colocar numa seringa de 20 ML e tentar dar cerca de 100ML a cada 3 horas. Desde esse dia, passamos a maior parte do tempo em casa. Quase não saíamos, pois a alimentação exigia paciência: preparar o mingau, colocar nas seringas e... fazer ela comer. O uso do caninho ajudava a colocarmos o leite diretamente dentro da boca, sem que a Fernanda tivesse que fazer qualquer esforço para comer. Mas o trabalho maior era reter a atenção dela, fazer com que ficasse disponível o tempo suficiente para a “refeição”. No início, achei que não conseguiríamos passar por essa etapa, tentamos no colo, no carrinho, encostada em almofadas e ela não tomava mais do uns 30 ML. Além disso, era demorado, cansativo. Aos poucos, percebemos que o bebê-conforto era o melhor lugar para alimenta-la, mas eram necessárias duas pessoas para distrai-la e fazê-la comer. E cerca de uma hora para chegarmos aos 80 ML ou 100 ML.