Mingau de seringa
A Patrícia introduziu uma nova forma de alimentar a Fernanda. Embora nós já havíamos tentando dar leite de seringa sem sucesso, ela trouxe uma novidade: uma sonda colocada na ponta, com o caninho cortado bem curto. A orientação era fazer um mingau com a receita da pediatra, colocar numa seringa de 20 ML e tentar dar cerca de 100ML a cada 3 horas. Desde esse dia, passamos a maior parte do tempo em casa. Quase não saíamos, pois a alimentação exigia paciência: preparar o mingau, colocar nas seringas e... fazer ela comer. O uso do caninho ajudava a colocarmos o leite diretamente dentro da boca, sem que a Fernanda tivesse que fazer qualquer esforço para comer. Mas o trabalho maior era reter a atenção dela, fazer com que ficasse disponível o tempo suficiente para a “refeição”. No início, achei que não conseguiríamos passar por essa etapa, tentamos no colo, no carrinho, encostada em almofadas e ela não tomava mais do uns 30 ML. Além disso, era demorado, cansativo. Aos poucos, percebemos que o bebê-conforto era o melhor lugar para alimenta-la, mas eram necessárias duas pessoas para distrai-la e fazê-la comer. E cerca de uma hora para chegarmos aos 80 ML ou 100 ML.
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