domingo, 24 de abril de 2011

O mingau antes dos 4 meses

No domingo em que falei com a Dra. Lucia por telefone, começamos a tentar o mingau. Meu pai correu para o supermercado para comprar Arrozina e Mucilon de arroz, coisas que eu ainda nem conhecia. Tínhamos que fazer um mingau com a Arrozina tipo mingau de maizena, mesmo. Depois de cozido, colocávamos um pouco de Mucilon. A partir daí, tínhamos de tentar dar de colher. Nessa época, a Fernanda não tinha nem 4 meses e é muuuuito difícil fazer os bebês comerem de colher com essa idade. Ainda mais quando eles não se interessam, como era o caso dela. Mas tentávamos várias vezes ao dia. O máximo que conseguíamos eram umas três colheres por dia. Foi bem nessa época que começou o que chamamos de força-tarefa da família. Eu, meu marido, as duas avós, minha cunhada, minha irmã, nossa babá, todos se empenharam para tentar entender o que estava acontecendo e superar essa fase. Desde esse momento, senti que todos perceberam a gravidade da situação. Não estávamos sozinhos nessa luta

terça-feira, 19 de abril de 2011

o mingau

Água filtrada e fervida...........................60 ML
Arrozinha ........................................... 1 colher de chá
Isomil ................................................ 1 medida da lata
Nidex ................................................. 1 medida da lata

Modo de preparo:
Misturar Arrozina com a água fria com até dissolver bem. Levar ao fogo. Quando levantar fervura, deixar 1-2 minutos. Numa xícara, misturar o leite e o Nidex até ficar homogêneo. Misturar com Arrozina.

Primeira possibilidade: refluxo gastroesofágico

Cheguei no consultório da Dra. Lúcia com a Fernanda e minha mãe Neiva totalmente desesperada. A Dra. logo notou minha situação e disse que o primeiro passo era ter calma e, PRINCIPALMENTE, que eu passasse a preocupação para as mãos dela a partir daquele dia. Isso certamente tirou grande parte do peso que eu carregava sobre as costas. Se a Fernanda não comesse, ela encaminharia para a sonda, mas que eu não precisava pensar que ela corria risco de vida. Ela me deu três telefones: de uma gastropediatra, uma fonoaudióloga e uma nutricionista. Minha primeira reação foi procurar a gastro, porque a Dra. Lúcia achava que a Fernanda se enquadraria num típico caso de refluxo. Ela teria passado, pelos 3 meses, por uma experiência muito ruim com a alimentação em função do retorno do alimento do estômago, e estaria "traumatizada", por isso se recusando a comer. Li muito sobre isso e descobri que não comer e perder peso são, de fato, alguns dos principais sintomas do refluxo, juntamente com os vômitos (que no nosso caso eram raros). Mas a primeira etapa era fazer um mingau emergencial. Estávamos em julho... e convivemos com o mingau até dezembro.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O risco do bebê prematuro

A atitude da dra. Lúcia não foi a única "nova etapa" na história da Fernanda. Antes dela, teve a dra. Sabrina Schroeder, mas isso foi ainda antes de nascer. A Taís e o Melk tinham nos emprestado o livro "O que esperar quando você está esperando", que adorei do início ao fim. Lá pelo sexto mês de gravidez, o livro dizia que teríamos de notar o bebê mexendo várias vezes ao dia. Como isso quase não acontecia, segui as instruções e fui na emergência do Hospital Mãe de Deus. Depois de uma ecografia e um doppler, disseram que eu teria de fazer o parto porque o sangue não estava passando pelo cordão umbilical. Com pouco alimento, o bebê estava paradinho. Eu estava com 29 semanas e a Fernanda tinha só 1,4 Kg. Na época, eu não tinha muita noção do que significava uma criança nascer antes de 34 semanas. Mas, depois, me informando sobre o assunto, percebi como é complicado. Teve o caso do Mateus e da Dani, que ganharam os gêmeos com seis meses e passaram 100 dias no hospital. Uma loucura !! Até hoje, essa "deficiência" do cordão tem sido apontada como um dos motivos para ela comer muito pouco, ou sobreviver com muito pouco. Mas outros médicos disseram que não há relação entre a alimentação intrauterina e nos primeiros meses de vida. Como minha médica estava viajando (isso foi em fevereiro), fui acolhida pela Dra. Sabrina que, desde então, passou a acompanhar de perto o meu caso. Chegamos a fazer dois dopplers por semana, na expectativa de que o bebê ganhasse mais peso. Mas tínhamos de monitorar se o fluxo de sangue não era interrompido. Caso ocorresse, o parto seria urgente. Passamos a fazer o acompanhamento com o Dr. Gustavo Steibel, no Moinhos de Vento. Ele era super tranqüilo e sempre nos informava sobre o que estava, exatamente, ocorrendo naquele final de gestação.

Leite em conta-gotas

A internação acabou não sendo possível, pois o médico plantonista nos disse que "não se interna bebês para alimentar" e que tínhamos que insistir com a mamadeira. Saí dos hospital mais desesperada ainda. Nessa época, nós tentávamos de tudo para dar comida para a Fernanda: leite em conta-gotas, leite em seringa com bico de mamadeira na ponta, leite em copinho... Nada era eficiente, aré porque ela não fazia questão de aceitar. Mamadeira já nem tentávamos. Era como se ela não soubesse o que fazer com ela. Outra mudança importante nesse período é que ela não sugava mais as mãozinhas como antes quando tinha fome. Portanto, a sensação era de que ela não tinha mesmo fome. no dia seguinte à internação frustrada, não sabia mais o que fazer. Até que no domingo, sem nem conseguir almoçar (dessa vez eu), meu pai lembrou de uma pediatra que cuidava dos filhos de uma colega. Consegui o telefone da dra. Lúcia Diehl e liguei pra ela no domingo, 4/07/2010. Ela prontamente atendeu o celular e nos disse: "essa criança precisa comer! venham no meu consultório na primeira hora da manhã". Era o início de uma nova etapa.

(A Dra. Lucia tem um blog: www.pediatralucia.blogspot.com)

domingo, 10 de abril de 2011

Convivendo com a curva de crescimento

Não há nada pior para uma mãe do que não atingir a meta do crescimento nos primeiros meses. A gente anda com a tabela sob o braço, fazendo cálculos, esperando pela próxima consulta para colocar o bebê na balança. Passei a ir no médico quase que diariamente, dando sempre a mesma afirmação: ela não comeu. Tentou no peito de manhã, um pouco no início da tarde e não quis mamadeira. E o médico repetia: vocês precisam dar mamadeira para essa criança! Isso aumentava cada vez mais meu desespero e o sentimento de incompetência: não tinha mais leite, não conseguia fazer minha filha tomar mamadeira, ela estava abaixo da última linha do crescimento. Não dormia mais à noite, tinha medo que ela desmaiasse por falta de alimentação, que baixasse a pressão, que não sobrevivesse. Naquela época, não tinha nem condições de escrever essa história, porque minha cabeça nem estava funcionando. Até que, diante da minha insistência de que algo era preciso ser feito, o médico mandou que eu fosse para o hospital para colocarmos uma sonda para alimentação. Foi, para mim, um alívio em dias de preocupação.

Rejeição à mamadeira

Com pouco mais de 3 meses, a Fernanda não aceitou mais mamadeira. Nem os 30MLs que ela tomava quando havia nascido, muito menos os 120MLs que a lata do NAN recomendava a essas alturas. Começamos a comprar tipos diferentes, importadas, pequenas, grandes, bico de silicone, bico de borracha, ortodôntico.... Nada. Comecei a ligar para o médico preocupada. Ele achou que poderia ser uma infecção urinária, que muitas vezes faz os bebês ficarem indispostos. Fizemos exame de urina e nada. Fizemos exames de sangue e ele disse que os índices de glicemia estavam bons. Mas eu não sabia como. Ela não tomava mamadeira, meu peito não saía leite nem espremendo e ela tinha apenas 3,5 meses e pouco peso. Isso se agravava com o fato de ela já ter nascido pequena, com 2,6 quilos. Estava, portanto, muito abaixo da média dos bebês. Eu tomava Equilid, tentava aumentar o consumo de líquido, mas o leite praticamente havia terminado.

O stress dos mililitros

Não sei se foi uma bronquiolite, uma engasgada mais forte ou algum trauma. O fato é que no final de junho, a Fernanda não tomou mais mamadeira. Para piorar, eu tinha a nítida sensação de que o leite do peito era muito pouco e a Fernanda não aceitava mais os 30 Mls de mamadeira (que a essas alturas já deviam ser 60MLs).Fiquei ansiosa pela próxima ida ao médico, porque estava achando ela magrinha. Eu nunca tive muito leite, aquilo de apertar o peito e jorrar, de ter que carregar toalhinhas, como algumas mães contam. Mas nessa época, eu tinha certeza de que meu leite era pouco. Como estava em licença e 20 quilos acima do meu peso, resolvi ir para a academia. A Dona Soeli, que desde o início foi parceira nos cuidados com a Fernanda, dizia para eu tirar leite do peito e deixar na mamadeira para a Fernanda tomar enquanto eu saía. Mas vinha muito pouco, algo como 15MLs. Meu marido trouxe até máquina elétrica... Nada. Tive certeza de que as coisas não estavam bem quando fomos ao médico e ele soou o alarme. Ela só havia aumentado 100 gramas em um mês e isso era muito preocupante. Eu precisava dar os 90 MLs de mamadeira a cada 3 horas religiosamente, caso quisesse minha filha com saúde.

E quando nem tudo sai como nas latas de leite?



Quando a Fernanda nasceu, fiz questão de amementar, mas nunca fiz disso condição de felicidade para mim ou para ela. Desde o início, comprei uma lata de NAN 1 para o caso de precisar dar um reforço com mamadeira. Mas quase nem precisava. Ela mamava super bem no peito. Eu passei uns perrengues nos primeiros dias, porque não é nada fácil. Dói, machuca, a gente nunca sabe a hora certa de dar o peito e não é com qualquer roupa que se pode sair de casa. Amamentação é algo que a gente lê nas revistas de que é muito lindo, mas na vida real requer muita persistência, porque nenhum médico prepara para isso (nem o curso pré-natal que fiz tratou isso com o devido aprofundamento). Aí vem a dor, empedra, a criança fica desesperada. Não culpo aquelas que desistem nos primeiros dias. Mas quando a Fernanda tinha fome, era fácil saber: ela colocava as duas mãozinhas na boca e ficava chupando. Era o sinal para eu dar o peito e ela ficar ali uns 5 a 10 minutos. O NAN, quando eu achasse necessário, era para dar 30 MLs, segundo o médico e a lata da Nestlé. No início funcionou. Depois do terceiro mês, tudo saiu diferente das bulas. Nem ela mamava o que vinha inscrito na lata, nem dava mais sinais de quando tinha fome. E o leite do peito foi diminuindo. Começo do nosso problema...

Tudo melhora depois de 90 dias

Engravidei aos 35 anos do primeiro filho e, desde que soube da notícia, convivi com sentimentos`de alegria, dúvida e medo. É uma mistura muito maluca de sensações que só quem passa por nove meses de gestação e os 4 primeiros meses de vida do bebê consegue entender. Isso porque depois do quarto mês tudo fica mais fácil. Minha amiga Marta dizia que seriam 90 dias até passarem as cólicas, os choros no final da tarde sem explicação e as noites com constantes solavancos. Acho que foram 99 dias, na verdade. Mas ela tinha razão, depois dos 4 meses, a gente passa a fase mais difícil do medo do bebê não respirar, engasgar, vomitar, se afogar, ufa... Depois dos 4 meses tudo fica mais fácil.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os bebês que não gostam de comer

Neste dia 5 de abril, minha filha Fernanda está completando um ano de idade e resolvi marcar essa data com esse blog. Um ano de saúde, de alegrias, surpresas e de muito amor. Mas também de muita preocupação, porque enfrentamos nesse período o drama dos bebês que não querem comer. Sim !! Há bebês que não tomam mamadeira, não abrem a boca para a comida, custam muito a aceitar a colher. Passamos por isso dos 3 aos 9 meses, meio ano. Nos primeiros dias, em desespero, procurei situações parecidas na internet, liguei para várias pessoas e não achava muita explicação. Por isso, esse blog tem o objetivo de trocar experiências com outros papais e mamães que passaram pela mesma situação e registrar esse momento que é uma interrogação para muita gente, inclusive para especialistas. Ao final, uma conclusão: não são raras as crianças que passam por isso, mas as respostas sobre os motivos parecem ser muito vagas.

Os bebês que não gostam de comer

Neste dia 5 de abril, minha Filha Fernanda está comemorando 1 ano de idade e resolvi comemorar com esse blog. Um ano de saúde, de alegrias, de surpresas, de muito amor. Mas também um ano de muita preocupação, porque enfrentamos nesse período o drama dos bebês que não querem comer. Sim !! Há bebês que não tomam mamadeira, não abrem a boca para a comida, custam muito a aceitar a colher. Passei por isso durante cerca de 9 meses. Nos primeiros dias, em desespero, procurei situações parecidas na internet, liguei para várias pessoas e não achava muita explicação. Por isso, esse blog tem o objetivo de trocar experiências com outras mamães e papais que passaram pela mesma situação e registrar esse momento que é uma incógnita para muita gente, inclusive para especialistas.