domingo, 10 de abril de 2011

Convivendo com a curva de crescimento

Não há nada pior para uma mãe do que não atingir a meta do crescimento nos primeiros meses. A gente anda com a tabela sob o braço, fazendo cálculos, esperando pela próxima consulta para colocar o bebê na balança. Passei a ir no médico quase que diariamente, dando sempre a mesma afirmação: ela não comeu. Tentou no peito de manhã, um pouco no início da tarde e não quis mamadeira. E o médico repetia: vocês precisam dar mamadeira para essa criança! Isso aumentava cada vez mais meu desespero e o sentimento de incompetência: não tinha mais leite, não conseguia fazer minha filha tomar mamadeira, ela estava abaixo da última linha do crescimento. Não dormia mais à noite, tinha medo que ela desmaiasse por falta de alimentação, que baixasse a pressão, que não sobrevivesse. Naquela época, não tinha nem condições de escrever essa história, porque minha cabeça nem estava funcionando. Até que, diante da minha insistência de que algo era preciso ser feito, o médico mandou que eu fosse para o hospital para colocarmos uma sonda para alimentação. Foi, para mim, um alívio em dias de preocupação.

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